A Norma de Desempenho é obrigatória?

A NBR 15575, conhecida como Norma de Desempenho, é tecnicamente uma norma técnica da ABNT. Isso significa que, por si só, ela não tem força de lei. Mas na prática, o mercado da construção civil brasileiro a trata como obrigatória, e existem bons motivos para isso.
O primeiro motivo é contratual: agentes financeiros, como a Caixa Econômica Federal, exigem o atendimento à norma para liberar financiamento de empreendimentos. Sem esse atendimento, o projeto simplesmente não consegue viabilizar o financiamento que a maioria das construtoras depende para operar.
O segundo motivo é jurídico. A NBR 15575 se tornou a referência técnica usada para definir o que é um imóvel com “desempenho adequado” à luz do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil. Em caso de disputa judicial sobre um imóvel com problemas (infiltração, desconforto térmico, iluminação insuficiente), a norma costuma ser o parâmetro técnico usado para avaliar se a construtora cumpriu sua obrigação.
Ou seja: mesmo quando não há uma lei municipal ou estadual exigindo o atendimento formal à norma, ignorá-la expõe a construtora a um risco real, tanto de não conseguir financiamento quanto de responder por problemas de desempenho depois da entrega.
É por isso que, na prática, tratar a NBR 15575 como obrigatória não é exagero de zelo técnico. É gestão de risco.
Na Ignea, ajudamos construtoras e incorporadoras a comprovar esse desempenho por simulação computacional, o método mais completo previsto na própria norma, evitando que a dúvida sobre “atender ou não atender” vire um problema depois que a obra já está de pé.



