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Norma de Desempenho

07 de março de 2021 Por Bruno Scalet 5 min de leitura
Norma de Desempenho

Desde julho de 2013 está em vigor a Norma Brasileira Regulamentadora 15.575-2013, que passa a nivelar o desempenho mínimo das unidades habitacionais multifamiliares. A norma visa melhorar a qualidade e promover garantia no atendimento às principais normas vigentes em território nacional, diferentemente das normas tradicionais, que descrevem propriedades fundamentais para o desempenho/qualidade do serviço/produto.

Durante seu período de testes, trouxe a debate tópicos que desagradaram os setores da construção civil e também não estavam de acordo com as exigências dos clientes finais. Os impactos foram significativos também na elaboração e desenvolvimento de projetos, modificando a forma de execução dos projetos arquitetônicos, de sistemas prediais, segurança, acessibilidade, entre outros.

Dois capítulos da norma chamam atenção pela complexidade e pelo impacto direto no usuário final e na etapa de desenvolvimento e orçamento da obra: Desempenho Térmico e Desempenho Lumínico. Para ambos, é sugerida ou requerida uma prática não muito usual do mercado: a simulação computacional para verificação do atendimento dos níveis mínimos de desempenho, que aproxima o projeto arquitetônico e seu entorno da realidade em que o edifício se encontrará quando finalizado.

Essa interface permite a verificação de diferentes possibilidades de materiais e elementos construtivos, para chegar à solução mais adequada técnica e economicamente. A simulação leva em conta a geometria real do edifício, os materiais construtivos utilizados, elementos sombreantes (se houver), o entorno do edifício e os dados climáticos e de incidência de luz natural.

Poder analisar o projeto na etapa de estudo de viabilidade é imprescindível para garantir a redução de custos com reengenharia de valor, revisões de projetos e desperdício financeiro na etapa de compras. Além das questões financeiras, é possível verificar o atendimento aos níveis mínimos exigidos em norma e tomar ações necessárias em caso de não atendimento, sem grandes impactos no financeiro do projeto.

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